Sempre fui de sonhar demais, de esperar demais... Sempre fui daquelas que carrega 3 ou 4 livros na mochila, lendo todos ao mesmo tempo, amando todas as palavras e não tendo tempo de terminar. Sempre amei literatura, sempre amei ler.. desde pequena. Não sei, parece que era o meu destino. Às vezes eu acho que não foi bem eu que escolhi as palavras, e sim elas que me escolheram. Elas representam tantas coisas, me dão liberdade. Elas me ajudam a fazer escolhas, a expor sentimentos. Não sei, parece loucura.. ninguém acredita: tenho-as como melhores amigas. São alicerce nos tempos de tristeza, mas também ajudam nos tempos de alegria. Controlam-me nos tempos de raiva, e suavizam e demonstram meus tempos de calmaria. Elas são tão especiais, mas o incrível é que ninguém mais as ama. Não existe mais aquela paixão por elas como antigamente. Fico imaginado Fernando de Abreu, Lispector, Machado de Assis.. ah, que palavras tomavam conta deles, não? Tão perfeitas, tão.. lindas e maravilhosas. Queria eu, um dia, poder achar o segredo das palavras, eu poderia, talvez, tudo representar através delas. Mas, enquanto não encontro.. permito que me intitulem de louca simplesmente por amar a escrita e a escrita me amar.
Aline Castro